Histórias e textos

história  (Histórias e textos) escrito em quinta 19 março 2009 10:53

Blog de aartedeevangelizar :Evangelizar é amar..., história

NA ESCOLA

 

Júlio estudava na quarta série. Outro dia, ele acordou, tomou café e foi para a aula.

Chegando na escola, viu seus colegas brigando. Eles tinham prova naquele dia e alguns meninos queriam fazer cola, outros não.

- Parem de brigar – disse Júlio. Não é certo fazer cola. Lembrem-se de nossas aulas, de como a professora se esforça para nos ensinar a sermos bons, educados, honestos. Vamos respeitar os outros e nos respeitarmos.

Os garotos pararam para pensar. Lembraram da educação que seus pais lhes deram. Perguntaram para Júlio onde ele tinha aprendido isso.

- Eu aprendi na Evangelização, no Centro Espírita.

- O que é isso? Perguntaram os garotos.

- Evangelização são aulas onde aprendemos os ensinamentos de Jesus e coisas sobre a Doutrina Espírita. Elas acontecem no Centro Espírita que eu freqüento. Lá acontecem palestras, há livros para vender e para emprestar, é muito legal.

- E quando é?

- Cada Centro Espírita tem um horário. No Grupo Espírita Seara do Mestre, onde eu vou na Evangelização, é nos sábados , às 14:45 horas. Primeiro cantamos, depois temos aula. Se alguém quiser ir lá, pode ir.

Nenhum dos garotos fez cola naquele dia. Júlio chegou em casa satisfeito por ter feito uma boa ação, lembrando os colegas que o aprendizado do Evangelho, devemos levar para sempre. Decidiu levar no outro dia um BIS para cada um deles.

Camille Scholl


NA RIQUEZA E NA POBREZA

 

Naquele dia, a turma estava extremamente agitada, envolvida em uma grande discussão a respeito da riqueza e da pobreza. O professor, sempre moderado, procurava uma maneira de destacar aos seus alunos os valores espirituais. A maioria queria vencer na vida para ser feliz, entendendo que “vencer na vida” é ter muito dinheiro, prestígio, poder para adquirir tudo o que quiser e satisfazer todos os desejos. Alguns poucos defendiam que a felicidade não estava nas coisas materiais, mas na aquisição das virtudes espirituais.

Quando a discussão estava muito acalorada, alguém resolveu envolver o professor na contenda. Calmamente, o mestre fez outra pergunta:

- Quem vocês acham que está mais próximo da felicidade: o rico ou o pobre?

A maioria dos jovens, conhecendo a maneira do educador pensar, respondeu achando que a resposta que ele queria ouvir era esta:

- O pobre, porque nas dificuldades ele poderá trabalhar as virtudes morais.

Para surpresa de todos, o professor respondeu:

- Vocês estão enganados, é o rico.

Houve tumulto. Como pode, alguém que sempre valorizou as qualidades espirituais, raciocinar dessa maneira?

Após todos ficarem mais calmos, o educador completou:

- O rico está mais próximo da felicidade, exatamente por já possuir as facilidades materiais e saber que não é aí que ela se encontra. Já está com meio caminho andado, ou seja, sabe que não é a riqueza que o fará feliz. Talvez os outros ainda corram atrás do dinheiro que não tem, buscando na fortuna a felicidade onde ela não está. Na verdade, continuou o mestre, a felicidade não se encontra nem na riqueza, nem na pobreza, mas na busca da melhoria íntima, da reforma moral, na compaixão, na prática do bem e da caridade, enfim, na conquista da consciência tranqüila e, evidentemente, nenhum desses fatores está ligado à nossa situação econômica.

Luis Roberto Scholl
Adaptação de história contada em palestra pública,
no Grupo Espírita Seara do Mestre - Santo Ângelo - RS.



 

NO PAPEL DE MENDIGA

 

Magali chegou da escola correndo e foi direto para o quarto. Dona Augusta estranhou, pois a filha sempre chegava sorridente, contando coisas.

Logo chegou a filha mais velha, Carol, explicando que a irmã estava chateada porque na peça teatral da escola seria uma mendiga.

- Magali não quer ser pobre - concluiu.

Mais tarde, Dona Augusta observava as filhas, que brincavam perto dela. As bonecas eram muito ricas, preocupadas com as roupas novas que iriam vestir e sempre com muitas festas para ir. Perguntou então, quem eram as personagens da brincadeira.

- Esta é Bebel, artista famosa. A outra é médica e aquela é uma modelo riquíssima respondeu Carol.

- Esta aqui se casou com um milionário e não faz nada e esta - apontando para outra - mora num castelo.

A mãe aproveitou, então, para explicar que mais importante do que ter muito dinheiro é ser uma pessoa honesta e ajudar os outros.

- Mas ninguém gosta de ser pobre - lembrou Magali.

- Pobreza não é defeito, filha. É apenas uma condição material passageira, afinal, todos nasceremos de novo, muitas vezes, em diferentes condições.

Dona Augusta percebeu que as filhas ainda não tinham compreendido que o mais importante não é a casa, o carro, as roupas ou o dinheiro que temos nesta vida, mas sim nossa evolução espiritual. E completou:

- Muitas coisas determinam o lugar e a família que nascemos: as pessoas com as quais precisamos conviver, as provas que temos que passar, o que nos propomos a fazer e aprender nesta vida e a maneira como usamos as condições materiais que tivemos na vida anterior, são alguns exemplos.

Com muito amor, a mãe explicou que pobreza não é castigo, que Deus não privilegia alguns e que o Pai Maior nos dá oportunidades de aprendizado sempre, pois Ele nos deu a inteligência e a razão para adquirirmos recursos para estudar e termos uma vida mais confortável. Aos poucos, as garotas compreenderam que Deus não impede o progresso material, mas isso não deve ser o objetivo principal da vida.

Dois meses depois, Dona Augusta foi assistir à peça de teatro da escola. Magali havia aceitado o papel de mendiga. Ela compreendeu que Deus é sempre justo e que cada encarnação é uma oportunidade de crescer no bem, independente da riqueza que possuímos, da família em que nascemos ou do lugar em que estejamos.

Claudia Schmidt

NO SUPERMERCADO

 

Eu estava no supermercado com minha mãe, uma tarde, quando vi um casal discutindo. Minha mãe percebeu que fiquei observando a discussão e, discretamente, me chamou a atenção, perguntando:

- O que você vai comprar, Júlia: biscoitos de chocolate ou saquinhos de lixo?

Franzi a testa diante do absurdo da pergunta! É claro que ela sabia que sou louca por biscoitos de chocolate! Além do mais, para que eu precisaria de saquinhos de lixo? Talvez mamãe precisasse para a casa, mas não eu...

- Biscoitos de chocolate, mãe! - respondi: você sabe, né?!

- Ótima escolha, filha.

E continuamos a fazer as compras do mês. Mas mamãe tornou a falar, pegando alguns produtos das prateleiras.

- A vida também se parece com um supermercado: há muitas coisas para a gente escolher nas “prateleiras”. Resta aprendermos a decidir o que é melhor e o que realmente precisamos.

E, indicando com um olhar o casal que discutia, completou:

- Nessas prateleiras, também estão expostas as atitudes das pessoas: leve para casa sempre as melhores, as que lhe serão úteis. As outras, simplesmente deixe no supermercado.

A lição valeu. Hoje, quando olho uma pessoa, admiro o que ela tem de melhor, e tento desenvolver as mesmas virtudes em mim. E, se percebo nela alguma dificuldade, penso qual é a utilidade de saber disso, porque todos nós temos dificuldades a vencer!

Letícia Müller
Seara Espírita nº 62 - janeiro de 2004

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histórias  (Histórias e textos) escrito em quinta 19 março 2009 10:47

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LIÇÃO DA FLORESTA

 

A Floresta Azul é um lugar muito bonito. Há muitas árvores, grandes e pequenas, flores coloridas por todos os lugares. Lá moram muitos animais mas, ultimamente, quase não se vê ninguém brincando na Floresta ou passeando no lago.

O Leão, Rei da Floresta, um dia saiu para visitar alguns amigos. Logo ele percebeu que seu reino estava triste e que todos pareciam muito ocupados. Chamou sua Ministra Coruja e perguntou o que estava acontecendo.

- Estão todos ocupados, preparando chocolates e ovos para a Páscoa.

O Rei não entendeu, afinal, para ele a Páscoa não era feita apenas de chocolate, mas de união e alegria.

Ele resolveu, fazer uma reunião e chamou todos os animais da Floresta. Vieram todos, incluindo a Dona Onça, Seu Jacaré e a Preguiça, que chegou atrasada, mas veio.

- Meus caros amigos, disse o Rei, acho que estamos esquecendo do verdadeiro significado da Páscoa. Alguém sabe o que comemoramos nesta data?

- Comemoramos o coelhinho com chocolates, disse o Macaco rindo. Mas logo parou, porque Dona Elefanta olhou séria para ele.

- Lembramos o aparecimento de Jesus, em espírito, provando que o espírito continua vivo após a morte do corpo físico, ensinou a Girafa.

- É verdade disse o Rei Leão. Podemos até trocas presentes, mas isso não deve ser o mais importante.

- O que realmente importa é ter atitudes de amor, amizade e paz para com todos - completou a Ministra Coruja.

Todos entenderam que estavam preocupados demais com a festa, com os chocolates e que acabaram esquecendo de conviver com os outros animais e praticar as boas atitudes ensinadas por Jesus.

Naquele ano, a Páscoa na Floresta Azul foi um momento muito especial, sem presentes, mas com muita alegria e amor entre os animais. Jesus, no plano espiritual, que tudo observava, ficou contente porque eles entenderam o significado da Páscoa.

BIS nº 29 - abril de 2001


MÃE, ME DÁ UM CELULAR?

 

- Mãe, me dá um celular?- é Lara, novamente pedindo à mãe a mesma coisa.

- Filha, nós já conversamos sobre isso...

- Mas, mãe, eu preciso muito de um... insiste a garota.

- Será? Vamos fazer um teste? Tome caneta e papel. Você vai anotar tudo o que você acha que precisa ter. - desafiou Dona Carla.

No dia seguinte, a lista de Lara estava enorme. Influenciada pelos comerciais na TV e pelos amigos, ela queria o celular, mas também canetas aromáticas, xampu Y, roupas da marca X, diversos brinquedos e muitas outras coisas.

- O passo seguinte do teste - explicou a mãe - é riscar todas as coisas que você acha que não temos dinheiro para comprar. Lembre-se: temos que pagar a conta de água, de luz, o aluguel, a sua escola, comprar comida...

- Entendi, mãe - Lara interrompeu.

Ela começou, então, a riscar. Tirou da lista as roupas da marca X, e as botas Z, e muitos outras coisas, pois eram muito caras.

O item seguinte era avaliar a utilidade, explicou Dona Carla. Pra que serviam mesmo as canetas aromáticas? Assim, muitas coisas foram tiradas da lista porque Lara já tinha, como uma mochila para ir à escola. A lista diminuiu bastante.

- Certo, disse a mãe. O próximo passo é riscar tudo o que você quer só porque os outros têm ou porque está na moda.

Ao final, não restaram muitas coisas na lista. Foi quando Dona Carla perguntou:

- O que restou são coisas realmente importantes para você?

A garota ficou pensando...

- Você percebeu, filha, que achamos que precisamos de coisas que não são realmente necessárias, úteis ou importantes?

- Mas precisamos de muitas coisas para viver... argumentou a garota.

- É verdade, concordou a mãe. Mas, às vezes, imaginamos que precisamos muito de coisas inúteis ou que não podemos comprar. Não é errado querer ter conforto e aproveitar as coisas que temos. Mas o principal objetivo da vida não é adquirir coisas materiais.

- A gente vale pelo que é, não pelo que tem - lembrou a garota.

- Isso mesmo, disse Dona Carla com carinho. Cada pessoa deve ser amada pelo que é e pelo esforço que faz para possuir as virtudes ensinadas por Jesus: amor, paz, perdão, caridade... A verdadeira felicidade independe do que se pode comprar, porque ela vem da paz e do amor que temos no coração.

Quanto ao celular, elas combinaram que Lara não ganharia o aparelho apenas porque está na moda ou os seus colegas têm. Mas, quando ela tiver realmente necessidade de um, se seus pais puderem comprar, ela terá o telefone, sim.

Cláudia Schmidt


MEU AMIGO RICARDO

 

- Mãe, como será que o Ricardo está?

O Ricardo era meu melhor amigo. E continua sendo. Só que, há pouco tempo, ele voltou a viver no Mundo dos Espíritos.

- O que você acha Rafa? - perguntou minha mãe.

Eu me lembrei, então, das longas conversas, em casa, sobre a vida espiritual; das aulas de evangelização infantil e dos livros espíritas que já tinha lido: os recém-desencarnados sempre são ajudados (mesmo quando estão tão confusos que não percebem a ajuda) e respondi:

- Acho que ele está na companhia de muitos amigos espirituais.

- E deve estar mesmo, filho! - mamãe concordou. - Quando deixamos nosso corpo físico vamos, em espírito, morar em lugares que merecemos. Tudo de acordo com nossas atitudes, pensamentos e sentimentos. E o Ricardo era bem legal, né?

Mamãe tinha razão. O meu melhor amigo não era perfeito (afinal, ninguém é), mas se esforçava muito para fazer as coisas da melhor maneira possível. E era um amigão! Estudávamos juntos, brincávamos, e ele sempre me animava quando eu estava triste...

Continuei pensativo... Fiquei imaginando como as crianças vivem no Plano Espiritual. Fiz muitas perguntas a minha mãe, que respondia de acordo com o relato que os espíritos fazem, através dos médiuns:

- As crianças, Rafa, têm cuidado especial na Pátria dos Espíritos. Vivem em companhia de outras crianças, também estudam e participam de muitas atividades. Compreendem aos poucos e com tranqüilidade a nova vida, livre do corpo de carne.

- Mas, mãe, elas não sentem saudades dos pais, da família, dos amigos, dos brinquedos e das coisas da Terra?

- Claro que sentem! Mas aprendem que estão em uma nova e importante etapa da vida. De vez em quando podem visitar a família e os amigos, mesmo durante o dia. À noite, seus familiares também podem visitá-los, em espírito, durante o sono. Quanto às coisas da Terra, algumas crianças, no início, sentem falta, às vezes, dos brinquedos favoritos, de sorvete, de chocolate, enfim daquilo que gostavam! Mas logo entendem que não precisam mais dessas coisas.

- Sabe, - continuou a mãe - a maioria das crianças continua crescendo, porém mais rápido. E ficam com a “idade” que mais gostam: adultas ou mais jovens...

Continuamos conversando ainda um tempão... E fiquei tranqüilo em saber que Ricardo estava rodeado de amigos! E que todos nós, os amigos e a família dele, iremos nos reencontrar um dia...!

Letícia Müller
Seara Espírita nº 64 - março de 2004


MILAGRES?

 

O trabalho da escola com o título “Os milagres de Jesus” não estava concluído. Mônica e Antônia escreveram sobre as inúmeras curas de Jesus, citaram algumas, como a cura dos dez leprosos e do paralítico de Betsaida, mas parecia que ainda faltava alguma coisa.

- Por que as pessoas não conseguem realizar curas como as feitas por Jesus? - indagava-se Mônica.

Antônia não sabia a resposta. Mas ela lembrou da sua tia Amália, que também era evangelizadora espírita, e que em outras oportunidades já havia ajudado nos trabalhos da escola.

Encontraram Amália, que era química, trabalhando em uma farmácia de manipulação.

Enquanto falavam de suas dúvidas, a tia manipulava uns tubos de ensaio.

De repente, sem dizer nada e sem avisar, a tia derramou um líquido cor de rosa em seu avental branquinho.

As meninas tomaram um susto! Por que ela havia feito aquilo? Seu avental ficaria manchado de rosa!

Mas Amália, ao invés de explicar o ocorrido, disse apenas:

- Jesus não realizou milagres.

As garotas se olharam. O que estaria acontecendo com tia Amália? Primeiro o líquido rosa no avental e agora essa afirmação... Mas ela continuou:

- Milagre é um acontecimento extraordinário, que vai contra as leis de Deus. Antigamente, as pessoas não tinham os conhecimentos que temos hoje e entendiam como milagres as curas e os fenômenos extraordinários realizados por Jesus, porque não conseguiam explicar de outra maneira.

- Mas, então, como explicar as curas feitas por Jesus? - quis saber Antônia.

- Jesus curou pessoas, afastou Espíritos perturbadores, fez profecias. - explicou a tia. Ele também usou a telepatia, que é a transmissão do pensamento à distância, e a clarividência, ou seja, ver sem usar os olhos físicos, vendo a distância e através dos corpos. Fez tudo isso manipulando energias, através de seu pensamento e vontade, porque é um Espírito superior e tem conhecimentos que os homens daquela época não tinham.

As meninas ouviam atentamente. Amália continuou:

- Ele realizava esses feitos para ajudar as pessoas e para que elas compreendessem que ele tinha uma missão muito especial, que era divulgar o amor e a caridade. Mas para merecer a cura era necessário ter fé e disposição para se melhorar, por isso Jesus dizia: Tua fé te salvou.

Neste momento, Mônica olhou para o avental de Amália. Para espanto das meninas, a mancha rosa havia sumido!

- Não é um milagre, não! - foi logo explicando tia Amália. É apenas algo que vocês não sabem explicar. Viram como é fácil chamar de milagre o que não compreendemos? Eu apenas joguei determinados componentes químicos, em certa dosagem, que quando secam, evaporam, desaparecendo a mancha colorida.

- Legal! - disseram as garotas em coro.

Beijaram a tia, agradecendo a lição. Quando retomaram o trabalho da escola, mudaram o título: “Jesus não fazia milagres”.

Claudia Schmidt

MUDAR PARA MELHOR

 

Pedrinho era um menino preguiçoso. Tinha preguiça de estudar, de ler, de desenhar e até de brincar.

A mãe de Pedrinho, dona Lili, é doceira, faz doces para vender. Pedrinho costumava ir junto com ela entregar os pedidos, ajudando a carregar os confeitos, mas reclamava sempre.

Um dia, dona Lili foi entregar uma torta em uma Escola e Pedrinho foi junto.

Logo que chegaram Pedrinho ficou esperando em uma enorme sala onde estavam muitos alunos.

Ele observou um pouco e viu que eram crianças especiais: algumas não falavam, outras não enxergavam ou não ouviam; mas todas se comunicavam por sons, gestos ou mímicas. Elas estavam aprendendo animadamente uma música.

Em um canto dois alegres garotos desenhavam com pincéis. Pedrinho reparou que eles tinham apenas uma das pernas. Ficou impressionado com a alegria e a vontade de aprender deles.

Ele não viu ninguém triste, reclamando ou com preguiça. Sentiu que havia muito amor e respeito naquele local, pois as crianças ajudavam umas as outras.

Lembrou-se de seu corpo perfeito, de sua família legal e dos muitos amigos que tinha. Concluiu que devia aproveitar a vida para aprender e ajudar os outros, como aquelas crianças estavam fazendo.

Pouco tempo depois, dona Lili retornou e eles foram embora.

A experiência daquela tarde Pedrinho nunca mais esqueceu. Deixou de lado a preguiça e o mau-humor e se tornou um garoto alegre e estudioso. E dona Lili ficou contente porque Pedrinho mudou para melhor, muito melhor.

Claudia Schmidt

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Para ensinar  (Histórias e textos) escrito em quinta 19 março 2009 10:42

Blog de aartedeevangelizar :Evangelizar é amar..., Para ensinar

EVANGELHO NO LAR

 

Naquele dia a realização do Evangelho no Lar foi diferente porque Adriana, a mãe, resolveu explicar a importância do encontro:

- Vocês sabem que nossa casa tem alarme para nos proteger dos ladrões. Mas, para proteger nosso lar das más influências dos Espíritos que desejam nos inspirar pensamentos negativos, além de vigiar nossos pensamentos e ações, nós realizamos o Evangelho no Lar.

Disse também que é um momento em que se reúne a família para orar e para estudar os ensinamentos de Jesus. E que deve ser feito em dia e hora certo porque os benfeitores espirituais também se organizam e tem outras coisas para fazer no Mundo Espiritual. Assim, respeitar dia e horário é demonstrar consideração pelos Espíritos superiores encarregados de auxiliar naquele momento.

- É o dia que Jesus vem dormir em nossa casa! - completou a mãe.

André achou interessante ter um convidado tão especial e resolveu participar sem reclamar.

Eles iniciaram com uma prece. A mãe explicou que a prece era para harmonizar o ambiente e as pessoas, e também para pedir ao Espírito protetor ajuda para compreender o que fosse estudado naquela noite.

A etapa seguinte era a leitura de um trecho do Evangelho. Adriana, porém, mostrou um livro de histórias infantis da Coleção Conte Mais*:

- Hoje vamos ler uma história deste livro. - explicou.

Era uma narrativa que os garotos não conheciam, o que despertou a curiosidade dos dois meninos. Depois de ler a história, todos comentaram as atitudes dos personagens, aprendendo lições para a vida.

No momento seguinte, Adriana explicou que eles enviariam boas vibrações por pessoas que precisam de auxílio material ou espiritual. Disse, então, que vibrar por alguém é emitir bons pensamentos. Assim, André pediu saúde para um colega que estava doente e Felipe lembrou de um amigo cujo pai estava preso. A mãe encerrou as vibrações pedindo força e coragem para uma colega de trabalho que estava com dificuldades.

Terminaram o encontro fazendo uma prece de agradecimento e bebendo a água que haviam colocado em um recipiente para magnetizar. Aquela água continha os fluídos necessários e benéficos para a família.

Aos poucos, Adriana conseguiu motivar André e Felipe a participarem do Evangelho no Lar. Ela sabia que aqueles momentos de aprendizado e amor em família seriam muito importantes na educação espiritual de seus filhos.

Cláudia Schmidt


 

FAMÍLIA IDEAL

 

Enquanto ia para a Evangelização Infantil no Grupo Espírita, Jô lembrou que, em sua Escola, a próxima semana seria a Semana da Família. Ela não gostava dessa data porque seus pais não moravam juntos e, no ano anterior, seu pai trouxe a namorada para a Festa da Escola.

Quando a aula de Evangelização iniciou, Jô descobriu que o assunto era Família. Ela se escondeu atrás de um livro, pois não queria falar sobre isso.

Mas logo se interessou pelas fotos e gravuras de várias famílias: algumas com a figura do pai, da mãe, dos filhos e avós; em outras, o pai desencarnou e na foto estavam apenas a mãe e os filhos; havia uma em que os pais se separaram e moram em casas diferentes, e outra em que o filho mora com a mãe e há muito tempo não vê o pai porque ele mora em outro Estado.

Logo as crianças começaram a contar sobre suas famílias: Fábio mora com os pais e os avós; a mãe de Edu desencarnou e ele mora com o pai; José mora com a mãe e o pai, e seu irmão mais velho mora em outra casa com a esposa e os filhos; Gil mora com a mãe, seu pai mora em outra casa, e seus avós vivem em outra cidade. Jô contou que seus pais se separaram, e que ela mora com a mãe e os irmãos.

A evangelizadora explicou, então, que família não são apenas as pessoas que moram na mesma casa, mas as que estão unidas por laços de afeto. E que os pais que desencarnaram não deixam de fazer parte da família, apenas estão morando no Mundo Espiritual, e que de lá amam seus filhos e zelam por eles.

- Então, qual a melhor família? - perguntou Adriana, a evangelizadora.

Ninguém respondeu. Jô pensou em uma família com pai, mãe e filhos, todos morando na mesma casa.

A evangelizadora olhou para um aluno e apontou dizendo: - A sua! Apontou para outro e disse a mesma coisa. E assim fez com todas as crianças.

E concluiu:

- Não existe uma família ideal. Cada um tem a família certa para si. Existem apenas diferentes tipos de família, cada uma com suas características, mas cada família é especial!

Aos poucos, as crianças compreenderam que cada um escolhe reencarnar na família que é a mais indicada para o que precisam aprender nesta vida. E que família é um grupo de pessoas que se reúnem para se ajudarem e evoluírem juntas.

No final da aula, Jô desenhou sua família: a mãe, o pai, os irmãos, e os avós que já desencarnaram; afinal, aquela não era uma família diferente, mas uma família especial, a sua família.

Claudia Schmidt
Seara Espírita nº 84 - novembro de 2005

 

JESUS, NOSSO AMIGO

 

A turma do 3º Ciclo organizou um teatro sobre Jesus para apresentar as outras crianças da Evangelização. Jesus é a segunda Revelação Divina, os Dez Mandamentos recebidos por Moisés, a primeira, e o Espiritismo, a terceira Revelação.

 A peça iniciou com Maria e José indo para Belém, porque era época do censo. Maria estava grávida, e eles caminhavam devagar.

No canto do palco improvisado, o narrador, de barba, vestido com uma túnica simples e sandálias, disse:

 - Censo é a contagem da população de determinado lugar. Jesus nasceu em Belém, na Judéia, e cresceu na Palestina.

Logo apareceu um alegre garoto, aprendendo a fazer móveis de madeira: cadeiras, bancos, mesas.

- Jesus era um garoto estudioso, obediente, educado, que ajudava sua mãe nas tarefas do lar e aprendeu a ser carpinteiro, como seu pai - disse-nos o garoto-narrador.

A próxima cena mostrava Jesus já adulto, de barba, cabelo comprido, cercado de muitas pessoas, dizendo:

- Amai-vos uns aos outros.

Em seguida ele contou uma história que falava sobre uma lição de amor e caridade: a Parábola do bom Samaritano. Estavam com ele os doze apóstolos:

-André, Judas, Mateus, João, Tiago Maior, Tiago Menor, Felipe, Tadeu, Tomé, Bartolomeu, Simão Pedro e Simão Zelote são meus amigos e vão seguir ensinando a mensagem de amor e paz de meu Pai por vários lugares no mundo.- disse Jesus.

Então Jesus subiu em um lugar mais alto e ensinou-nos:

- Bem-aventurados os humildes, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados os que choram, porque serão consolados...

E o povo seguia Jesus, ouvindo atentamente o que ele dizia. Ele curou um paralítico e muitas outras pessoas.

Depois, um garoto muito sério disse:

- Nem todas as pessoas entenderam as lições de paz e amor de Jesus; alguns acharam que ele queria ser rei, perseguiram e condenaram Jesus à morte. Ele foi crucificado porque era uma das maneiras de condenar as pessoas à morte naquela época.

Enquanto isso, Jesus passava ao fundo, carregando uma pesada cruz.

Um momento de silêncio e, com uma música suave de fundo, aparece Jesus, junto com os apóstolos.

- Apenas o corpo físico de Jesus morreu. Seu espírito continua vivo. Ele apareceu, em espírito, para os apóstolos e para seus amigos, provando que a vida continua, em espírito, após a morte do corpo físico – explicou-nos o menino-narrador.

Para finalizar, todas as crianças falaram:

- Jesus nos deixou lições de amor, perdão, paz e caridade, que devemos seguir todos os dias.

A peça foi muito aplaudida e todos nos emocionamos muito ao ver que as crianças estão aprendendo e transmitindo a mensagem de Jesus.

Claudia Schmidt


 

HOMENZINHOS VERDES

 

Quando Miguel voltou da casa de um amigo, correu ao encontro do irmão mais velho, Fabrício, passando a contar sobre o novo videogame que havia jogado à tarde.

- Eu matei todos os ETs! Disse, todo orgulhoso.

- Você o quê?

Fabrício não compreendia como alguém poderia ficar orgulhoso de matar, seja lá o que fosse!... Além disso, aquela idéia dos seres de outros planetas serem inimigos... Absurda!

Chamou Miguel para perto de si. Em um livro de Geografia, mostrou o Sistema Solar, o Sol, a Terra e todos os outros planetas. Mostrou ainda a Lua e as estrelas...

- Olhe só, Miguel. Veja quantas coisas lindas Deus criou no Universo!

O garoto fixava os olhos nas figuras. Tudo é tão grande, tão bonito!

- Este planeta aqui, continuou Fabrício, é o nosso: a Terra. E é um dos menores... Mesmo sendo pequeno, nele existem milhares de pessoas, bichos e plantas.

- Eu sei! Vi tudo isso na aula e na TV.

- Pois é. Mas todos esse seres vivos não são um privilégio nosso. Por que Deus teria criado tantos planetas, se os deixasse vazios?

- Quer dizer então que os Extraterrestres realmente existem?

- Bem, em outros planetas também há vida. Não exatamente igual a que existe no nosso. Mesmo porque, cada mundo é diferente: há mundos bastante atrasados, em condições piores que a Terra; há aqueles mais ou menos parecidos com o nosso; e há outros tantos bem mais evoluídos, mais belos, com pessoas mais felizes. Nas reencarnações nós mesmos, já mais evoluídos, poderemos reencarnar nesses mundos!

- E... se eles resolvessem invadir a Terra? Perguntou Miguel, lembrando os filmes que assistira.

- Bobagem! No Universo somos todos irmãos, todos fomos criados por Deus. Ele, pela reencarnação, nos faz evoluir, e aos planetas também. De acordo com a nossa necessidade, ou por merecimento, poderemos reencarnar em outros mundos.

- Então, ao contrário do que se imagina, em Marte, os homenzinhos não são verdes?

- Quem sabe? De repente, Deus deve gostar de variar...

Letícia Müller


 

 

 

 

LAÇOS DE AMOR

 

Joane chegou da escola, não falou com ninguém e logo foi para o quarto. A mãe estranhou a atitude da filha, que sempre chegava alegre, contando o que havia acontecido naquele dia.

A menina sabia, desde bebê, que era adotada. Joane lembrava que a mãe havia contado que ela não tinha nascido da sua barriga, como os outros bebês, que tinha vindo do hospital bem pequenina, pois eles desejavam muito uma filhinha. Mas, ouvir de seus colegas que ela não era filha de verdade, porque era adotada, doía muito.

Depois de um tempo, resolveu contar à mãe o que havia acontecido.

- Você é nossa filha, sim. - disse a mãe, abraçando a garota. E de verdade. Eu e seu pai pedimos muito a Deus que Ele nos permitisse ter uma filha. Então nos preparamos para receber você: escolhemos seu nome, compramos roupinhas para você e quando estava perto de você chegar, contamos aos amigos que teríamos um bebê.

- Mas por que eu não nasci da sua barriga, como as outras crianças?

- Não sei minha filha - disse, sinceramente, a mãe. Você não nasceu da barriga, mas cresceu no nosso coração. Às vezes, Deus tem um jeito “diferente” de unir os pais e os filhos. Os laços mais importantes não são os de sangue, mas sim os laços de amor, que se formam no coração. E eu e teu pai te amamos muito - concluiu, abraçando novamente a filha.

A garota pareceu compreender, pois um sorriso apareceu em seu rosto.

Minutos depois, enquanto observava a filha andar de bicicleta, Dona Ana teve certeza que Joane está, aos poucos, compreendendo que a adoção é só um jeito diferente de unir Espíritos que já se encontram ligados por laços espirituais. E que ela e o marido combinaram, no Plano Espiritual, que reencarnariam e que juntos receberiam Joane como filha, por laços de amor.

Claudia Schmidt

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Histórias  (Histórias e textos) escrito em quinta 19 março 2009 10:40

Blog de aartedeevangelizar :Evangelizar é amar..., Histórias

CONVERSA NA PRAIA

 

Sara, Ana e Bia são três meninas de oito anos que costumam se encontrar todos os verões na praia.

Este ano Sara encontrou Ana e após brincarem um pouco, perguntou:

- E a Bia? Não vem este ano?

Ana ficou triste de repente. Lembrou-se de uma palavra que sua mãe lhe ensinou:

- Bia DESENCARNOU.

- Dese . . . o quê? – Sara não entendeu.

- Desencarnou. Morreu. – Os olhos de Sara encheram-se de lágrimas. Mamãe me contou que Bia e os pais dela morreram em um acidente de carro o ano passado. Ela me disse que quando alguém morre o corpo físico fica enterrado e o espírito vai para o mundo espiritual.

Ana lembrou-se que as pessoas são formadas de corpo e espírito. Perguntou então:

- Quando morremos, vamos morar no mundo dos espíritos, junto com outros espíritos, né?

- É. – disse Sara. Minha mãe me disse que nesse mundo a Bia vai estudar e encontrar outros espíritos. Mas ela não vai esquecer da gente. Mais tarde vai reencarnar, nascer de novo em outro corpo.

- Vou sentir saudade da Bia –Ana pensou alto.

- Eu também – disse Sara. Mamãe me disse que quando temos saudade de alguém que morreu devemos fazer uma prece pela pessoa, no lugar de ficar triste.

- Entendi – suspirou Ana.

As duas fizeram uma prece pela amiga. Naquele momento, Bia pode sentir o carinho e a amizade que faria elas se reencontrarem mais tarde, no mundo espiritual.

Cláudia Schmidt


E = E + E + T + P

 

Os olhos de Rodrigo brilharam quando ele viu o presente enviado por sua tia: um skate.

Pegou o skate, pôs um pé e ... caiu. Percebeu então, que ao lado do skate havia um capacete, joelheiras, cotoveleiras e um envelope. Colocou o equipamento de proteção e descobriu que no envelope havia uma carta de sua tia. Nela a tia parabenizava o sobrinho pelo aniversário e lembrava que andar de skate pode ser perigoso e que era necessária uma qualidade que Rodrigo ainda não tinha: paciência. Mas dizia também que para aproveitar bem o presente, ele deveria usar a fórmula: E = E + E + T + P, que vinha explicada em três bilhetinhos azuis, numerados e que ele deveria abrir um bilhete por dia, a fim de entender o recado.

O garoto achou estranho, mas adorava a tia, que sempre tinha idéias divertidas, e resolveu entrar na onda.

Assim, abriu o bilhete número um. Nele estava escrito apenas: EVOLUÇÃO = ESTUDO + E + T + P. E, abaixo, em letras menores: Observe os bons exemplos.

O que era aquilo? Uma fórmula de matemática? Ele não entendeu.

- Acho que sua tia está querendo te ensinar a andar de skate disse sua mãe, com uma cara de quem já conhecia o esquema.

Como assim? Dona Ana disse então que aprender é uma forma de evoluir e que a tia devia estar se referindo a aprender a andar de skate. E que não diria mais nada. O menino ficou mais intrigado ainda. Entendeu a parte da EVOLUÇÃO, mas e ESTUDO? Como assim, estudo? Ele não conhecia sites ou livros sobre como andar de skate... Pensou um pouco e resolveu ir até a pista de skate perto de sua casa, para observar os bons exemplos, conforme dizia o bilhete.

Chegando lá, tentou novamente andar e... nova queda. Então sentou em cima do skate e ficou observando... Olhou como os garotos faziam com os braços e as pernas para se equilibrar. E assim passou a tarde: observava, estudando os movimentos dos outros skatistas e tentava fazer também. Chegou em casa, à tardinha, exausto, mas satisfeito com seus progressos.

No dia seguinte, abriu o segundo bilhete. Nele estava escrito: EVOLUÇÃO = ESTUDO + ESFORÇO + T + P. Achou que era o que ele havia feito no dia anterior: estudava os movimentos dos garotos e se esforçava para fazer igual. Assim, ao final do segundo dia, Rodrigo já andava de skate, mas sem a graça e a leveza que tanto admirava nos outros skatistas.

Ao abrir o terceiro bilhete, o menino leu: EVOLUÇÃO = ESTUDO + ESFORÇO + TRABALHO + PERSEVERANÇA. Quando voltou para casa naquela tarde, percebeu que era verdade o que diziam os bilhetes, pois para realizar seu sonho de participar dos campeonatos de skate seria preciso muito trabalho, durante muito tempo, afinal, as manobras radicais não eram tão fáceis como ele imaginara.

Naquela noite, havia um e-mail para Rodrigo. Era de sua tia, perguntando se ele havia gostado do presente e se havia aberto os bilhetes na ordem certa. Ela também explicava que, assim como para andar de skate, que é um tipo de aprendizado, para aprender a ter paciência Rodrigo poderia usar a mesma fórmula: EVOLUÇÃO = ESTUDO + ESFORÇO + TRABALHO + PERSEVERANÇA. Ou seja, estudar suas atitudes, entendendo quando e por que fica impaciente, esforçar-se para mudar, trabalhar a paciência, praticando-a todos os dias e não desistir de ser mais calmo e ter paciência quando a situação exigir. Terminava o e-mail prometendo que viria, em breve, ver os progressos do sobrinho skatista.

Aquele foi um aniversário especial, pois Rodrigo aprendeu a usar a fórmula E = E + E + T + P para se tornar um ótimo skatista e, principalmente, para adquirir outras virtudes importantes ao longo de sua vida.

História inspirada em artigo de Orson P. Carrara

(F=PN+CT+FF) publicado no Seara Espírita de maio/2005.

Claudia Schmidt

 

ESPÍRITOS PROTETORES

 

- Paiêêê!

Carlinhos chegou correndo, com o vigor dos seus 7 para 8 anos, trazido pela mãe, da Aula de Evangelização, no Centro Espírita.

- Pai, não existe anjo da guarda com asinha, auréola e tudo mais?

Carlos Henrique, com sua experiência como evangelizador, lembrou-se das dúvidas que as crianças traziam para as aulas.

- Não, meu filho. Anjinhos, com asinhas e auréolas, não existem.

- Mas, então, pai, para quem devo fazer minhas orações?

- As orações nós podemos fazer diretamente a Deus, ao nosso Mestre Jesus ou ao nosso espírito protetor.

- ? ? ?

- Na Doutrina Espírita, preferimos chamar os anjos de espíritos protetores. Eles são espíritos como nós, só que já desencarnaram.

 - Ah, eu sei, pai! Desencarnado é quem já morreu, né?

 - Isso mesmo. São espíritos que através de boas ações evoluíram e do Plano Espiritual estão em condições de nos ajudar, nos inspirando boas idéias. Mas eles não decidem por nós. A responsabilidade de sermos pessoas boas, que respeitam os outros e amam ao próximo é nossa.

- Então, um dia todos nós poderemos ser espíritos protetores?

- Vai depender de nossa evolução, da nossa melhora como pessoas.

- Puxa, pai, que bom! Vou procurar me esforçar cada vez mais. Quero ser logo um espírito protetor e ajudar as outras pessoas.

Pegou sua bola e feliz com a nova lição, convidou o pai para jogar junto com seus amiguinhos.

BIS nº 15 - fevereiro de 2000

 

ESTOU COM MEDO...

 

- Paiê!

Lívia chamou o pai, no meio da noite. Seu Gilberto, sonolento, veio ver o que aconteceu.

- Estou com medo... - a garota logo explicou.

- Medo de quê? - quis saber o pai.

- Medo, ora!

- Deve haver um motivo... - o pai argumentou calmamente.

- É que... eu acho que tem um espírito embaixo da minha cama - explicou a menina.

- Filha, nós já conversamos sobre isso, lembra? Não há espíritos embaixo da sua cama.

- Mas, pai...

- Espíritos são pessoas que já morreram e vivem no Mundo Espiritual. Eles não costumam se esconder embaixo da cama de meninas. Mas, se algum dia você enxergar um espírito, faça uma prece pedindo que ele possa ser auxiliado e que encontre a paz.

- Mas, pai, também tenho medo que você morra...

- Filha, todos vamos morrer um dia e voltar ao Mundo dos Espíritos. Devemos confiar em Deus, pois Ele sabe quanto tempo cada pessoa deve viver. A fé em Deus e na vida após a morte nos ajudam a entender e aceitar a separação provisória que a morte ocasiona.

O pai de Lívia também explicou sobre a reencarnação, as inúmeras idas e vindas que o espírito faz da Terra ao Plano Espiritual e vice-versa, até se tornar um ser perfeito.

Enquanto falava, Seu Gilberto se abaixou para pegar um travesseiro que estava no chão. Ele não encontrou nenhum espírito embaixo da cama, mas sim, Fofão, o urso de Lívia que estava sumido há dois dias. Lívia abraçou o pai e o urso, seus companheiros de brincadeiras.

De mãos dadas, fizeram então uma prece:

Amigo Jesus, agradeço a vida e a família que tenho. Ajuda-me a não ter medo da morte e a aproveitar o tempo que tenho na Terra para ajudar os outros, aprender e evoluir sempre. Que eu tenha boas atitudes, para ser merecedor das energias positivas e intuições enviadas pelo meu anjo da guarda. E que ao adormecer eu possa encontrar bons espíritos que me orientem a seguir o caminho do bem. Assim seja.

Enquanto isso, na espiritualidade, os espíritos protetores de Gilberto e Lívia, que a tudo observavam, transmitiam energias de paz, dizendo também: Assim seja.

 

Caro amiguinho,

Crianças e adultos têm medos, que variam conforme a idade e o esclarecimento de cada um. Converse com seus pais sobre seus medos, a fim de entendê-los e saber que atitude tomar quando eles surgirem.

Lembre-se que, em momentos de medo ou de dificuldade, uma prece é sempre uma boa idéia, pois através dela seu espírito protetor (anjo da guarda) auxilia, inspirando coragem e atitudes adequadas à situação.

Cláudia Schmidt

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mais histórias...  (Histórias e textos) escrito em quinta 19 março 2009 10:27

Blog de aartedeevangelizar :Evangelizar é amar..., mais histórias...

O CASO DA GIRAFA

 

- Sabe da última, senhor Leão?

Era a Avestruz, “passando adiante” o que todos os bichos do zoológico estavam a comentar: o sumiço da girafa.

O Leão nada disse. Ao amanhecer, a Girafa não estava em seu cercado. Havia desaparecido, sem avisar ninguém. Cada animal tinha uma versão diferente do fato, falavam sem parar...

Diziam uns que a Girafa, cansada da vida monótona do zoológico, havia fugido. Outros pensavam em seqüestro, imaginavam o resgate milionário (que ninguém havia pedido ainda!)...

O Hipopótamo, muito amigo da Girafa, sofria com toda essa falação. Imaginava os mil perigos que sua amiga corria, pensava até que podia ser o culpado de uma “fuga”: E se tivesse falado algo que magoou a sensível girafa, e ela tinha ido embora?

Percebendo a agonia do Hipopótamo, o Leão, muito sensato, o chamou.

- Escute, amigo, cuidado com o que estes bichos falam. Ninguém tem certeza de nada e ninguém viu nada. Muitas vezes eles não têm muito o que fazer, falam da vida dos outros animais, e acabam tirando conclusões precipitadas, fazendo “fofocas”...

Foram bruscamente interrompidos por uma Formiguinha que, esbaforida, saltitava para ser ouvida:

- Eu vi! Eu vi! Vi um caminhão do circo aqui no zoológico!...

Foi uma gritaria só. Todos tinham certeza: o mistério do sumiço da Girafa estava solucionado! Estava na cara que ela iria virar artista de circo! Como não tinham pensado nisso antes? E saíram a espalhar a novidade para todo o zoológico.

Ficaram apenas o Hipopótamo (choramingando, porque sua amiga nem se despedira dele!...) e o Leão, imperturbável.

Para surpresa de todos, instantes depois apareceu a Girafa, explicando, como podia (pois sua boca estava anestesiada), que durante a noite ela fora ao dentista. Seu dente doía muito, o médico do zoológico percebeu e por isso a haviam levado imediatamente.

E o Hipopótamo tinha acreditado naquela confusão toda que os bichos fizeram!

Ele entendeu, então, o que o Leão lhe explicara: É preciso refletir muito sobre o que os outros nos falam, para não se deixar levar por fofocas e mentiras...

Letícia Müller


O CASAMENTO

 

Letícia estava vasculhando os álbuns da família quando encontrou uma foto do casamento de seus pais. Ficou admirada ao ver sua mãe vestida de noiva, com véu, grinalda e um lindo buquê de flores brancas.

Mas logo veio a dúvida. Percebeu a diferença entre o vestido de sua mãe e o que haviam encomendado para sua irmã, que estava de casamento marcado. Questionou:

- Mãe, porque a minha irmã não vai casar na igreja, de véu e grinalda, como a senhora se casou?

- Porque assim como nós, sua irmã e o noivo são espíritas, e os espíritas não tem ritos como o batismo, a eucaristia, nem o ritual do casamento como fazem em outras religiões.

- Ah, entendi. Minha irmã não vai casar, ela só vai morar junto com o noivo dela - disse Letícia, convencida.

- Não minha filha - explicou dona Sônia. Será um casamento civil feito na presença de um juiz. O juiz é alguém que casa as pessoas de acordo com as leis que regem a sociedade em que elas vivem. Sua irmã vai se casar, somente não haverá a cerimônia religiosa.

A resposta a satisfez. Mas Letícia, como sempre muito curiosa, ficou em dúvida:

- Mas mamãe, se a senhora e o papai são espíritas, porque se casaram na igreja?

- Porque seu pai e eu fomos criados em outra religião. Quando nos casamos, a cerimônia religiosa tinha muita importância pra nós. Só algum tempo depois conhecemos o Espiritismo e compreendemos que Deus sempre abençoa a união das pessoas que se amam e se respeitam, independente de rituais.

- Então é por isso que nem eu nem minha irmã fomos batizadas?

- Isso mesmo. E também é por isso que você participa das aulas de evangelização infantil no Grupo Espírita, e não das aulas de catequese, como muitas amigas suas. Não há um momento em que a gente se “forma” em Espiritismo. A Doutrina Espírita é para ser estudada por toda a...

- Por toda a vida, eu sei! - Letícia interrompeu, confiante. Devemos estudar a Doutrina sempre porque ela explica a mensagem de Jesus, e Ele é o exemplo que nos faz seguir sempre no caminho do Bem.

Dona Sônia ficou encantada. Onde sua filha teria aprendido a falar tão bonito? Enquanto isso, Letícia pensava consigo:

- Ainda bem que nossa evangelizadora sempre lembra essas coisas. Mamãe parece ter ficado surpresa, pensando que sei tanto de Espiritismo...

Carina Streda


O ECO

 

Aninha e sua tia Antônia faziam uma trilha ecológica, quando pararam em frente a uma caverna:

- Que lugar lindo!

E ouviram:

- ...lindo!

Percebendo que a caverna respondeu, Aninha disse:

- Fique quieta!

Mas escutou logo em seguida:

- ...quieta!

- É um eco, disse tia Antônia.

- Que engraçado!- exclamou a menina - Por que será que ele repete o que digo?

- Deus criou o mundo perfeito, lembrou a tia. Talvez o eco queira nos dizer algo sobre a vida.

- Como?

- A vida também é assim - disse tia Antônia. Tudo o que fazemos retorna a nós. É a lei de causa e efeito. E gritou:

- Raiva!

E a caverna respondeu com a mesma palavra.

A menina sorriu. A tia falou então:

- Paz!

E o eco repetiu.

- Agora tente você - sugeriu tia Antônia.

- Amor! Aninha gritou. E logo em seguida disse também amizade, carinho.

- Alguém gritou por você? - quis saber a tia da menina.

- Não. Fui eu que decidi o que dizer.

- Isso mesmo. Cada um escolhe o que deseja para sua vida. Se você escolher plantar laranjas, não colherá maçãs, certo? Você também escolhe suas atitudes, porém sua vida será de acordo com suas escolhas.

- Plante amor, colha amor? perguntou a garota.

- Plante amizade, colha amigos. Continuou tia Antônia. Semeie alegria, colha alegria. Como no eco.

- Posso dizer mais uma palavra antes de continuarmos a caminhada, tia?

- Claro!

- Obrigada! gritou a garota, na entrada da caverna.

E o eco respondeu.

Claudia Schmidt


O FILHOTE

 

Mariana ficou muito surpresa quando observou seu amigo Otávio: ele acolhia no peito, cuidadosamente, um pequeno filhote de pomba que havia caído na calçada.

- Sempre pensei que os meninos apenas matassem passarinhos! - exclamou ela, maravilhada com a bela descoberta.

- Nem todos! - apressou-se Otávio - É verdade que muitos garotos são malvados com os animais... Este filhote, por exemplo, está sem mãe. Vi os meninos da casa ao lado matarem uma pombinha hoje de manhã...

- Mas... por que eles fazem isso? Será que não percebem que os filhotinhos não sobrevivem sem a mãe para alimentá-los e ensiná-los a voar?

- Não, Mariana, eles não percebem... respondeu tristemente o menino.

- E o que você vai fazer como o filhote, Otávio?

- Vou levar para casa; meu pai sempre me explica como eu preciso cuidar: dar água e comida no bico, mantê-lo aquecido e protegido; depois torcer para que ele fique forte, aprenda a voar sozinho e possa encontrar as outras pombas. Dá trabalho, mas alguém tem que compensar a falta de amor dos outros rapazes...

Mariana achou fantástico que seu amigo pensasse assim! Resolveu ajudar Otávio a cuidar do filhote. E também a incentivar seus amigos a amar e respeitar esses seres que, como nós, são criaturas de Deus.

Letícia Müller
Seara Espírita nº 60 - novembro de 2003

O GRILO E O SAPO

 

O grilo Antenor era um cara legal. Ele era conhecido por muitos animais, pois costumava fazer longos passeios noturnos pela Floresta Azul a fim de conhecer outros animais e fazer novas amizades.

A Floresta Azul era um lugar lindo, cheio de belas flores, árvores e todo tipo de alimento: plantas, frutas e um lago lindo, onde era possível beber água limpa. Antenor, o grilo, morava a beira deste lago, em uma bela casinha construída por ele. Ele tinha muitos vizinhos, que também moravam perto do lago e que eram seus amigos.

Perto do lago, porém no lado oposto, morava o sapo Valdemar, um cara muito trabalhador e que gostava de ficar em casa, lendo e escutando música.

Uma noite, Antenor decidiu passear para um lado onde nunca havia ido. Ele tinha ouvido falar que para o lado leste da Floresta Azul morava um pássaro chamado Janjão, que sabia prever com exatidão quando ia chover. E ele adorava saber a previsão do tempo!

Tudo ia bem no passeio de Antenor. De repente, porém, a lua desapareceu e tudo ficou muito escuro. Antenor, que não tinha medo do escuro, continuou seu passeio. Foi então que ele sentiu uma coisa estranha nos seus pés... A terra estava diferente...

- Socorro! - gritou Antenor. Socorro!

Ele tinha caído em um pântano. Pântano é um lugar onde a terra é úmida e os animais podem afundar até morrer sufocados. O pântano era cercado por arame farpado, mas como estava muito escuro Antenor não viu o perigo.

Naquele momento de dificuldade, Antenor ainda conseguiu forças para fazer uma prece para seu anjo da guarda. E continuou a gritar:

- Socorro! Estou afundando!

Que final trágico para Antenor! Ele estava apavorado. Foi quando ouviu:

- Onde você está?

- Aqui - gritou de volta o grilo. Quem seria? - pensou Antenor.

Era Valdemar, o sapo, que passava por ali. Ele estava indo buscar um livro emprestado na casa de Diógenes, um sapo amigo seu que morava no lado leste da Floresta Azul.

Valdemar viu então o grilo e sem chegar muito perto, para não cair no pântano também, pegou uma varinha e estendeu até o grilo.

Antenor segurou firme e Valdemar puxou o grilo para fora do pântano.

O grilo agradeceu muito a ajuda. Valdemar tinha salvado a sua vida!

Logo os dois se apresentaram e ficaram amigos.

Naquela noite, foram juntos até a casa do pássaro Janjão e ficaram sabendo muitas coisas sobre previsão do tempo. No caminho de volta, pegaram o livro emprestado com Diógenes, o amigo de Valdemar.

Conversando, descobriram que ambos gostavam muito de música. Antenor emprestou seus CDs de música para Valdemar, que ficou muito contente. Eles estão até pensando em formar uma dupla para cantar na Festa da Primavera.

E pensar que essa amizade começou quando Valdemar resolveu ajudar alguém, mesmo sem saber quem era. Mas o sapo já sabia que ajudar o próximo faz bem a quem é ajudado e também a quem ajuda.

Claudia Schmidt

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