Tigela de Madeira  (Histórias e textos) escrito em quinta 21 agosto 2008 14:35

TIGELA DE MADEIRA

 

Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.

A família comia reunida à mesa.

Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.

O filho e a nora irritaram-se com a bagunça. - "Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai", disse o filho. - "Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão."

Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação. Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.

Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.

O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio.

Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente à criança:

- "O que você está fazendo?"

O menino respondeu docemente:

- "Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer"

O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.

Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.

Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.

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A LOJA DE DONS  (Histórias e textos) escrito em quinta 21 agosto 2008 14:35

A LOJA DE DONS

 

Certo dia, Dorothy, andando pelas ruas da Cidade de Oz, sente-se atraída pela placa de uma loja, onde estava escrito em letras verdes: Loja de Dons. Imediatamente ela pára e entra, já perguntando:

- Que tipo de dom tem para vender?

Uma jovem balconista, vestida avental de verde, levanta os olhos, rindo:

- Todos que Deus dá aos homens.

- Todos?!?...Quanto custa cada um?

- Nada. Tudo de graça.

- Posso levar qualquer um?

- Claro. Temos aqui caixas cheias de esperança, de sabedoria, de fé, de confiança, de amor, de perdão, de felicidade. É só escolher.

Dorothy fica entusiasmada.

- Por favor, quero uma boa dose de amor, de sabedoria, bastante fé e felicidade para mim, minha família e para todos.

- Aguarde um momento, vou buscar tudo que pediu.

Assim falando, a pequena balconista, de olhos claros e cabelos cacheados, corre até um armário no fundo da loja, e volta com um pacotinho do tamanho de uma caixa de fósforos:

- Pronto, o que pediu está aqui dentro.

Dorothy, surpresa:

- Tudo, aqui!... Como coube num embrulho tão pequeno?

A balconista, sorridente:

- Minha pequena, na Loja de Dons não oferecemos os frutos, apenas as sementes.

Dorothy pega a caixinha com alegria. Agradece a balconista, e deixa a loja imaginando como é importante aprender coisas que nos ensinam a viver melhor.

Welington Almeida Pinto

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Plano de Aula - Vivência Evangelica - Amor ao próximao  (Histórias e textos) escrito em sexta 15 agosto 2008 14:47

TEMA: Vivência Evangélica – Amor ao próximo

 

OBJETIVOS:

·        Despertar na criança, o desejo, a vontade de somente fazer ao próximo, o que gostaríamos que nos fizessem.

 

METODOLOGIA/DESENVOLVIMENTO:

·         Prece Inicial no salão

·         Iniciar a aula com a “hora da novidade” (esta é a hora das crianças falarem sobre o que fizeram na semana, contar uma novidade).

·        Cantar junto com os pequenos a canção (não espírita, mas condizente com o tema da historinha) cinco patinhos

  • Em seguida, mostrar o varal contendo os desenhos que representa a história do jacarezinho.
  • Contar a historinha: o jacarezinho e os patinhos, mostrar as figuras.
  • Falar sobre o tema amor ao próximo: Quem é o nosso próximo? Como amar o próximo? Manifestar o nosso amor ao próximo com gestos simples: um sorriso, uma gentileza, ajudar um amigo, não ser egoísta. Colocar amor nas coisas que fazemos. Fazer questionamento sobre a história e ouvir as resposta dos evangelizandos.

·         Trabalho manual – Pintar um desenho referente a história.

Quem é o nosso próximo? Como amar o próximo? Manifestação da caridade em gestos simples: um sorriso, uma gentileza, ajudar um amigo, não ser egoísta. Colocar amor nas coisas que fazemos.

 

Sugestões:

Colocar em uma caixa vários objetos: boneca, colher, óculos, urso de pelúcia, foto de uma família, caderno, uma planta, etc. Cada aluno tira um objeto e fala sobre caridade e amor, relacionando o tema ao objeto.

Boneca: irmão menor, os colegas;

Caderno:como ser caridoso em sala de aula;

Planta:  amor à natureza;

Desenhar em uma folha de papel, em tamanho pequeno, alguém com quem devemos ser caridosos. Dobrar ao meio o desenho, e depois várias vezes o papel, como uma sanfona; recortar contornando o desenho. Ao desdobrar, surgem várias pessoas de mãos dadas. Pintar as várias pessoas com quem devemos manifestar amor e caridade.

 

 

 

 

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Os Estatutos do homem  (Histórias e textos) escrito em sexta 15 agosto 2008 14:12

OS ESTATUTOS DO HOMEM

(Ato Institucional Permanente)

A Carlos Heitor Cony

 Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.


Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.

                       Santiago do Chile, abril de 1964

                     (Thiago de Mello. Faz escuro mas eu conto.

                      Rio de Janeiro: Record, s.d. p. 19-22.)

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Dia dos Pais - Homenagem  (Fotos) escrito em sexta 15 agosto 2008 13:01

Obrigado sr. Nandito por conduzir o trabalho tão bem...

Lany Fernandes

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